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COVID-19 e a Gravidez: dicas e informações úteis para a grávida

Março 19, 2020

Numa altura em que várias são as informações na Internet sobre este tema, reunimos nesta publicação algumas perguntas e respostas úteis e práticas sobre a COVID-19 e a sua atuação, tanto de forma genérica como na perspetiva da mulher grávida e das suas preocupações e receios. Fique a saber o que é este vírus, como se transmite, quais as implicações para a grávida, assim como algumas ideias para uma boa alimentação, reforço da imunidade, precauções e como passar este tempo em casa. Estas considerações não têm como objetivo substituir os conselhos do seu médico, pelo que em caso de dúvida entre sempre em contacto com o seu profissional de saúde.

O que é o Coronavírus?

Os coronavírus são um grupo de vírus que podem causar infeções nas pessoas. Normalmente, estas infeções estão associadas ao sistema respiratório, podendo ser parecidas a uma gripe comum ou evoluir para uma doença mais grave, como a pneumonia.

O que é a COVID-19?

COVID-19 é o nome, atribuído pela Organização Mundial da Saúde, à doença provocada pelo novo coronavírus SARS-COV-2, que pode causar infeção respiratória grave como a pneumonia. Este vírus foi identificado pela primeira vez em humanos, no final de 2019, na cidade chinesa de Wuhan, tendo sido confirmados casos em outros países.

Quais são os sinais e sintomas?

Os sintomas mais frequentes associados à infeção pelo COVID-19 são:

  • febre
  • tosse
  • dificuldade respiratória (ex: falta de ar)

Também podem surgir dor de garganta, corrimento nasal, dores de cabeça e/ou musculares e cansaço. Em casos mais graves, pode levar a pneumonia grave com insuficiência respiratória aguda, falência renal e de outros órgãos, e eventual morte.

Como se transmite a COVID-19?

A transmissão do Coronavírus ocorre principalmente através do contacto próximo com pessoas infetadas pelo vírus e pelo contacto com superfícies ou objetos contaminados. Assim, as principais vias de transmissão são de pessoa a pessoa, através de gotículas que se emitem, por exemplo, quando se tosse ou espirra e através do contacto de mãos contaminadas que, posteriormente, contactam os olhos, nariz ou a boca (as mãos contaminam-se facilmente em contacto com objetos ou superfícies por sua vez contaminadas com gotículas de pessoa infetada).

O que posso fazer para reduzir o risco de contrair coronavírus?

Deve seguir todas as orientações da Organização Mundial da Saúde ou do seu país. Devem ser adotadas medidas de precaução que reduzam o risco de infeção: lavar as mãos frequentemente com água e sabonete por pelo menos 20 segundos; usar um desinfetante para as mãos à base de álcool, como álcool em gel; evitar tocar nos olhos, nariz e boca com as mãos não lavadas; evitar contato próximo com pessoas doentes; cobrir boca e nariz ao tossir ou espirrar com um lenço de papel e deitar no lixo; limpar e desinfetar objetos e superfícies tocados com frequência. Se achar que pode estar infetada deve contactar o número nacional de assistência, o seu médico obstetra.

A mulher grávida está mais suscetível à infeção por coronavírus? No caso de contrair COVID-19 a doença será mais severa?

Ainda não se sabe se a mulher grávida está mais suscetível à infeção por COVID-19 do que a restante população ou se a doença será mais severa. De momento, os especialistas consideram que as mulheres grávidas têm a mesma probabilidade, ou possivelmente mais, do que o público em geral de desenvolver sintomas se infetadas pelo novo coronavírus. As informações atuais sugerem que os sintomas tendem a ser de leves a moderados, como é o caso de mulheres (e homens) nessa faixa etária que não estão grávidas.

Se estiver grávida e contrair COVID-19, o risco de aborto espontâneo ou outras complicações está aumentado?

De acordo com o Centro de Controlo de Doenças e Prevenção (CDC), não parece haver risco aumentado de aborto espontâneo ou outras complicações, como malformações fetais, em mulheres grávidas infetadas com COVID-19. Com base em dados de outros coronavírus, como SARS e MERS, o Colégio Americano de Obstetras e Ginecologistas constata que as mulheres grávidas que recebem COVID-19 podem ter um risco maior de algumas complicações, como parto prematuro, mas os dados são extremamente limitados e a infeção pode não ser a causa direta do nascimento prematuro.

Estou preocupada com a possibilidade dos médicos, mesmo os obstetras, sejam desviados em situações de emergência e talvez não estejam disponíveis no momento do parto. Será esse o caso?

Neste momento, as consultas de obstetrícia mantêm-se assim como outras situações de necessidade de acompanhamento próximo. No entanto, as grávidas devem evitar dirigir-se aos centros hospitalares exceto se estritamente necessário. Para tal, os médicos podem, sempre que possível, realizar consultas de Obstetrícia em teleconsulta em vez de consulta presencial. Preferencialmente, as grávidas devem ter uma via de contacto direto com o médico assistente, nomeadamente endereço de e-mail. Fale com o seu médico para esclarecer todas as suas questões.

Se eu contrair COVID-19, qual é o risco de transmitir o vírus ao feto ou ao recém-nascido?

Um estudo, realizado na China, com nove mulheres grávidas infetadas com COVID-19 e com sintomas mostrou que nenhum de seus bebés foi afetado pelo vírus. O vírus não estava presente no líquido amniótico, na garganta dos bebés ou no leite materno. O risco de passar a infeção para o feto parece ser muito baixo e não há evidências de malformações ou efeitos fetais devido à infeção materna com COVID-19.

Estou infetada com COVID-19. Posso amamentar o meu bebé?

Atualmente, não há evidências da presença de vírus no leite materno, dado que o vírus se transmite por gotículas respiratórias, e os benefícios da amamentação superam qualquer risco potencial de transmissão do COVID-19 pelo leite materno. As mães que amamentam devem tomar todas as possíveis precauções para evitar transmissão como lavagem de mãos frequente e usando uma máscara facial, durante a amamentação. No entanto, deve analisar o seu caso juntamente com o seu médico.

Caso contraia COVID-19, terei de me afastar do meu bebé?

A separação do bebé da mãe pode ter efeitos negativos na ligação de ambos, por isso os riscos/benefícios devem ser considerados por si e pelo seu médico, devendo cada caso ser analisado individualmente.

Como posso gerir a ansiedade nesta altura?

Converse com o seu médico e esclareça as suas dúvidas e receios, assim terá informação fiável e adequada e ao seu caso, de forma a que possa tomar as decisões em conformidade. Neste momento, apesar da tendência ser ler muito sobre o assunto, o ideal será considerar apenas fontes confiáveis e fechar todos os outros canais de comunicação incluindo os conselhos de pessoas que, apesar das boas intenções, acabam por aumentar a sua ansiedade e stress.

Como posso reforçar o meu sistema imunitário?

Invista numa dieta equilibrada que inclua várias classes de alimentos permitidos durante a gravidez e se não se encontrar em situação de restrição alimentar devido, por exemplo, a alergias. A diversidade é regra, mas existem alguns nutrientes que podem reforçar um pouco mais a imunidade, como o Folato (ácido fólico), Zinco, Magnésio, Selénio e as Vitaminas C e do complexo B. Uma vez que a alimentação, por si só, não fornece o aporte necessário de alguns micronutrientes, deve considerar nesta fase particular, para além da alimentação saudável e equilibrada, uma adequada suplementação, em concordância com as principais recomendações nacionais e internacionais. Saiba mais sobre o GestaCare Gestação.

Estou a pensar engravidar (ou!) tomei conhecimento recentemente que estou grávida. E agora?

É fundamental iniciar uma adequada suplementação para corrigir eventuais deficiências nutricionais e para a prevenção de desenvolvimento de defeitos congénitos e outras complicações obstétricas, uma vez que a alimentação não fornece o aporte adequado de alguns micronutrientes que são essenciais ao desenvolvimento fetal, à saúde materna e à prevenção de defeitos congénitos e outras complicações obstétricas. Saiba mais sobre GestaCare Gestação.

Estou em quarentena (voluntaria ou não) nos próximos tempos. E agora?

Estar em casa 24 horas nestas circunstâncias traz desafios acrescidos que implicam disciplina. É essencial manter um estilo de vida saudável: mantenha os bons hábitos alimentares, beba muita água, permaneça ativa e mantenha algumas das suas rotinas (Acordar relativamente cedo, vestir-se, fazer refeições a horas). A Organização Mundial de Saúde recomenda que os adultos saudáveis realizem 30 minutos diários de exercícios de intensidade pelo menos moderada, e de atividades que promovam a aptidão cardiovascular e o reforço muscular. Para isso, pode recorrer a diversas aulas online de yoga ou exercícios para grávidas. Também a DGS partilhou algumas dicas para evitar o sedentarismo:

  • Evite ficar mais de 30 minutos seguidos na posição sentada, reclinada ou deitada (enquanto está acordada);
  • Levante-se ou ande pela casa enquanto fala ao telemóvel;
  • Levante-se ou ande pela casa durante os intervalos publicitários televisivos;
  • Coloque o comando da televisão a uma distância que o obrigue a levantar-se sempre que o quiser utilizar;
  • Sempre que possível, trabalhe ao computador/tablet alternando as posições de sentado e de pé.

 

Para além disso, mantenha-se entretida durante estes dias:

  • Ouça música, é uma excelente altura para construir uma nova playlist e conhecer novas músicas;
  • Leia os livros que nunca tem tempo para ler;
  • Faça a redecoração à casa que já tem planeada há anos;
  • Arrume o seu roupeiro;
  • Organize a vinda do novo membro como preparar o quarto ou fazer a mala para a maternidade;
  • Aproveite para conversar (por telefone) com os amigos que já não vê há algum tempo;
  • Aprenda novas línguas;
  • Experimente novos hobbies;
  • Faça cursos online;
  • Faça visitas online aos museus que tenham esta opção ativa.

 

Ter de ficar em casa e evitar todo contacto social não é certamente o que planeou para esta fase da sua vida. No entanto, já que este contexto se apresenta, procure tirar o maior partido possível dele, contribuído para a união e a felicidade da família, com menos sentimentos de frustração e conflito.

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